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Pilates: Benefícios e Como Adaptar para Quem Tem Dor nas Pernas

O pilates virou um dos exercícios mais procurados do Brasil, com fama de servir para tudo: postura, dor nas costas, emagrecimento, “definição”. Esta página, produzida pela Associação Brasileira de Lipedema, mostra o que a ciência sustenta sobre os benefícios, o que é exagero e como adaptar a prática para quem tem dor, peso ou inchaço nas pernas, situação comum em quem tem lipedema.

O que é pilates

É um método de exercícios criado por Joseph Pilates no começo do século 20. Ele trabalha força, controle do movimento, flexibilidade e respiração, com ênfase na musculatura profunda do tronco. Pode ser feito no solo, com o peso do corpo e acessórios, ou em aparelhos com molas (reformer, cadillac, chair), que permitem ajustar a carga com precisão.

Benefícios: o que a evidência sustenta

  • Dor lombar crônica: revisões sistemáticas mostram melhora de dor e de função em relação a não fazer nada. O ganho é parecido com o de outras formas de exercício. O melhor exercício é aquele que você mantém.
  • Força e resistência muscular, especialmente de tronco, quadril e coxas.
  • Flexibilidade, equilíbrio e controle postural.
  • Baixo impacto: é compatível com articulações sensíveis e com quem está voltando a se exercitar.

O que é exagero: o pilates não queima gordura localizada, não “alonga” músculo nem afina a perna, e sozinho gasta menos energia que atividades aeróbicas. Ele complementa a caminhada, a bicicleta ou a água, sem substituí-las.

Adaptações para quem tem dor ou inchaço nas pernas

  • Prefira os aparelhos no início: as molas permitem trabalhar as pernas com carga baixa e controlada, muitas vezes deitada, sem o peso do corpo sobre os joelhos.
  • Aproveite as posições com as pernas elevadas. Exercícios deitada, com os pés acima do quadril, ajudam o retorno venoso e linfático.
  • Evite pressão direta e prolongada sobre as coxas e as panturrilhas doloridas, como apoios em rolo e faixas apertadas.
  • Avise sobre hematomas fáceis. Molas, alças e faixas podem marcar a pele sensível.
  • Use a meia de compressão durante a aula, se ela foi indicada.
  • Prefira instrutor com formação em saúde, de preferência fisioterapeuta, se há dor, doença articular ou lipedema.

Pilates e lipedema

No lipedema, doença crônica do tecido gorduroso que atinge sobretudo mulheres, fortalecer as pernas protege os joelhos, que sofrem com o volume e o desalinhamento, e melhora a mobilidade. O pilates é uma boa porta de entrada, principalmente para quem sente dor com exercícios de impacto. Ele funciona melhor somado a atividade aeróbica, compressão e alimentação equilibrada.

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A Associação Brasileira de Lipedema é uma organização sem fins lucrativos, inscrita no CNPJ 35.839.205/0001-40, mantida por doações e trabalho voluntário. Não vendemos produtos nem aulas, não indicamos estúdios, não fazemos atendimento clínico e não agendamos consultas.

Perguntas frequentes

Quais os benefícios do pilates?

Melhora força, controle do movimento, flexibilidade e equilíbrio, com baixo impacto. Na dor lombar crônica, revisões mostram melhora de dor e função, parecida com a de outros exercícios.

Pilates emagrece?

Sozinho, gasta menos energia que atividades aeróbicas e não queima gordura localizada. É ótimo como complemento de caminhada, bicicleta ou exercício na água.

Pilates de solo ou de aparelho?

Os dois funcionam. Os aparelhos com molas permitem ajustar a carga com precisão e trabalhar as pernas deitada, o que costuma ser mais confortável para quem tem dor nos joelhos ou nas pernas.

Quem tem dor nas pernas pode fazer pilates?

Pode, com adaptações: carga baixa e progressiva, posições com as pernas elevadas, evitar pressão prolongada sobre áreas doloridas e avisar o instrutor sobre hematomas fáceis.

Pilates é bom para lipedema?

É uma boa porta de entrada: fortalece as pernas, protege os joelhos e tem baixo impacto. Funciona melhor somado a atividade aeróbica, compressão e alimentação equilibrada.

Referências

  1. Yamato TP, Maher CG, Saragiotto BT et al. Pilates for low back pain. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2015;2015(7). doi:10.1002/14651858.CD010265.pub2
  2. Bull FC, Al-Ansari SS, Biddle S et al. World Health Organization 2020 guidelines on physical activity and sedentary behaviour. British Journal of Sports Medicine. 2020;54(24):1451-1462. doi:10.1136/bjsports-2020-102955
  3. Sakizli Erdal E, Ergin C, Haspolat M et al. Effects of multimodal exercise program on edema, pain, exercise capacity, lower extremity muscle strength and function in patients with lipedema. Phlebology: The Journal of Venous Disease. 2025;41(1):47-57. doi:10.1177/02683555251343148
  4. Amato AC Chondromalacia in Lipedema: The Sarcopenic–Valgus Cascade That Keeps Getting Missed. Cureus. 2025. doi:10.7759/cureus.95299

Esta página é material informativo da Associação Brasileira de Lipedema e não substitui consulta médica. As referências acima são de acesso público; parte delas tem autoria de pesquisadores brasileiros ligados à Associação.